DÚVIDAS FREQUENTES

A psicoterapia só serve para quem tem diagnósticos psiquiátricos como depressão profunda, esquizofrenia, transtornos diversos, dependência química grave, etc.

A psicoterapia abrange os mais diversos problemas: os psiquiátricos (depressão, transtorno obsessivo compulsivo, esquizofrenia) como também os profissionais, os familiares, de relacionamento. Isto porque todos nós temos os nossos problemas, dificuldades e até crises, e podemos ou não classificá-los como graves. No entanto, muitas vezes, não conseguimos contornar os nossos problemas sozinhos, pois estamos totalmente envolvidos na situação. São nestes momentos, que podemos pensar na psicoterapia, pois o psicólogo está capacitado para ajudar, pois está fora do problema e é capaz de escutar o outro, sendo acolhedor, mas sem se envolver totalmente na situação, podendo ter uma escuta diferenciada da comum.

A psicoterapia é a mesma coisa que uma conversa com um amigo.

Em parte pode ser parecido porque em ambas é possível fazer um desabafo e se sentir mais aliviado, porém na conversa com amigo ele pode expressar uma opinião com base em sua experiência de vida, o que nem sempre é suficiente para quem está procurando uma saída própria. Além disso, nesta conversa pode haver julgamentos e uma falta de sigilo por parte do amigo.
No entanto, já nas primeiras consultas com um psicólogo logo perceberá que estas situações são completamente distintas. Na terapia, o psicólogo está aberto e livre para ouvir tudo o que a pessoa tem a dizer sobre seus medos, traumas, angústias, expectativas e insegurança, guardando o mais absoluto sigilo sobre tudo o que lhe é contado.
Além disso, o psicólogo está preocupado com as associações que o paciente faz com sua vivência emocional sem ter consciência disso. O individuo não tem consciência do por que sofre tanto, por isso ele pode continuar angustiando sem encontrar uma solução para o seu sofrimento.
E é nesse momento que o psicólogo o ajuda a identificar o motivo do seu sofrimento.

O psicólogo deve dar opiniões?

Na consulta psicoterápica, o psicólogo não deve dar opinião própria. O psicólogo ouve atentamente, busca entender o que aquela pessoa está sentindo e pelo que ela está vivendo, e a partir desta compreensão o psicólogo faz intervenções necessárias e importantes para que a pessoa possa entender melhor suas questões e alcançar soluções vindas dele para seus problemas.

O paciente fica dependente do psicólogo por que o psicólogo não quer dar alta ao paciente?

É mito, pois a decisão de continuar ou não o processo psicoterapêutico é totalmente do paciente. Isto porque o papel do psicólogo não é dizer, a todo o momento, o que o paciente deve ou não fazer. Um dos maiores objetivos da psicoterapia é que a pessoa adquira autonomia por meio de seu autoconhecimento.

Qual é o papel do psicólogo?

O psicólogo é um intermediador entre o paciente e seus próprios sentimentos e pensamentos, ajudando-o na descoberta do que está obscuro a ele. E por estar fora do conflito ele pode ouvir sem se envolver diretamente e sem fazer julgamento moral (bem ou ruim, bonito ou feio, certo ou errado) das atitudes do paciente.

A terapia irá responder a todas as minhas perguntas?

A terapia pode desmistificar muitas questões porque o psicólogo leva o paciente a entender as suas perguntas para que ele próprio encontre as suas respostas, as quais fazem sentido e tenham haver com o paciente.

Qual a diferença entre psicopedagogia e psicoterapia?

A psicopedagogia tem como foco a dificuldade de aprendizagem do aluno, e se utiliza do emocional e do psicológico para compreender e ajudar na forma de aprender da criança.  Já a psicoterapia é o inverso; ela tem como foco o emocional e o psicológico, buscando compreender e ajudar os pacientes nos seus comportamentos e dificuldades de lidar nas diversas situações e lugares.

Todas as pessoas deveriam fazer terapia.

A terapia é uma escolha que precisa de disponibilidade e comprometimento. É claro que não precisamos de consulta com o psicólogo por qualquer problema e a toda hora. A psicoterapia é importante quando a pessoa percebe que não consegue criar possibilidades de lidar com seus conflitos sem tanto sofrimento.

 

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